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Em 1995 foi montado Dos trapos sentimentos..., mais uma vez texto e direção de Breno Fittipaldi, no elenco Eraldo Rodrigues, que interpretava cinco mulheres, e Linda Fittipaldi, que fazia uma profetiza, que cantava as dores dos personagens que lhe sucediam. Trazia à tona temas como a velhice, a soberba, a solidão, a busca por uma identidade para sobreviver num mundo cão e a espera de dias melhores que parecem nunca chegar. Foi o espetáculo vencedor da II Mostra de Artes Cênicas de Garanhuns, participando como representante da cidade no V Festival de Inverno.

Neste mesmo ano aconteceu o I Festival de Esquetes de Garanhuns, onde o Calabouço apresentou três trabalhos, todos com direção de Breno Fittipaldi: O casarão e Agora eu sou uma estrela para a categoria dança e Ilusão, ilusão para a categoria comédia. Nas duas categorias o Calabouço foi vencedor de espetáculo e direção. O ano seguinte, em 1996 foi a vez de montar A proscrita, direção de Breno Fittipaldi e texto baseado na obra Guiomar sem rir sem chorar, de Lourdes Ramalho. Em cena apenas o ator Pacheco Neto, onde vivia uma professora primária na época da ditadura, perseguida por falar a verdade e narrar o que acontecia ao seu redor. Venceu a III Mostra de Artes Cênicas de Garanhuns, participando do VI Festival de Inverno.

Em 1997 outro monólogo foi montado, Alma negra, com direção de Elias Mouret e atuação e compilação de texto de Breno Fittipaldi, a partir de fragmentos de Gilmar Lopes, Rubem Alves, Nietzsche e Clarice Lispector. Espetáculo sensível, no qual a paixão pelo o que não é visto era mostrada de forma lírica e ao mesmo tempo profunda, expondo o sofrimento pelo que se perde, mesmo essa perda sendo de algo inútil. Foi o espetáculo vencedor da IV Mostra de Artes Cênicas de Garanhuns, conseqüentemente representante da cidade no VII Festival de Inverno.

Alma Negra (direção de Elias Mouret, 1997), em cena Breno Fittipaldi

Em 1998, já morando no Recife, Breno Fittipaldi decidiu montar o que muitos consideram o maior sucesso do Grupo, As loucas, com texto base de René de Obaldia e fragmentos de Luiz Felipe Botelho e Breno Fittipaldi. Na primeira formação do elenco o palco era dividido por Breno Fittipaldi e Maria de Oliveira, substituída posteriormente por Marcelo Francisco. Resultado da disciplina Fundamentos da Expressão e Comunicação do curso de Artes Cênicas da UFPE é o espetáculo de vida mais longa do Grupo, este ano em que o Calabouço completa 15 anos, o espetáculo faz 10 anos, com mais de 100 apresentações. Participou da V Mostra de Artes Cênicas de Garanhuns, saindo vencedor em praticamente todas as categorias, inclusive direção e espetáculo, sendo o representante da cidade no VIII Festival de Inverno. Apresentou-se em diversas mostras e festivais, nas cidades de Caruaru, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Maceió entre outras, sempre sendo reconhecido. São mais de vinte prêmios nas mais diversas categorias.

As Loucas (direção Breno Fittipaldi, 1998) - Breno Fittipaldi e Maria de Oliveira

 

As Loucas - Breno Fittipaldi e Marcelo Francisco - 2ª formação

 

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