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E, os ‘meninos’, começam a produzir!
Passados os dois primeiros meses morando em Alagoas, o vírus de quem faz teatro começou a cutucar o sangue da dupla. Começaram a sentir falta do palco e iniciaram uma pesquisa no mercado local para descobrirem como iriam fazer teatro. Não deu outra: - PRODUZIR!
Caíram em campo numa parceria de sucesso com o pernambucano Juca Costa e a alagoana Dercione Galindo. Montaram a TRUP 4 cuja contribuição dada para incrementação do teatro alagoano foi de primordial importância. Nos anos de 1995 a 1997, levaram espetáculos de Recife para lá e realizaram sua primeira montagem: Chapeuzinho Vermelho – Enquanto seu Lobo não vem. Adaptado e dirigido por Uziel Lima (falecido em fevereiro de 2006).
A opção em montar um clássico infantil se deu em decorrência da carência de trabalhos direcionados para crianças na época em Alagoas, mas a Trup 4 trabalhava com a meta de propiciar o intercâmbio cultural entre os profissionais de Alagoas e Pernambuco. A partir daí, o elenco alagoano fora recrutado e o multiartista Uziel Lima, convidado a adaptar e dirigir a obra.
O espetáculo foi muito bem recebido pelo público e pela crítica local, mas os laços com o solo pernambucano falaram mais alto e a dupla voltou a residir no Recife em abril de 1996. Aí, não tinha mais jeito! Mas, como estar no palco? Essa era a grande preocupação! A resposta veio depois de perceber que o nosso teatro também atravessava uma crise de público, de identidade, de articulação, da migração dos jovens artistas que deixavam Pernambuco pelas dificuldades em fazer arte no nosso Leão do Norte.
A partir da experiência anterior eles criaram fôlego e passaram a produzir seus próprios trabalhos em solo pernambucano. A Métron foi oficializada e definida por eles como uma fábrica de sonhos! Sonhos de muitos artistas! E mesmo não sendo considerado um grupo ou cooperativa, a Métron desenvolve um trabalho de parceria com alguns artistas que se tornou um núcleo permanente não só de trabalho, mas de reflexão sobre o fazer teatral brasileiro.
Várias fases
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Março de 1997, ainda como Trup 4, eles estrearam a montagem pernambucana de Chapeuzinho Vermelho. Adaptado e dirigido por Uziel Lima o clássico infantil estréia no Teatro Barreto Júnior fazendo ‘zoada’. Em cena: Edivane Bactista, Fabiana Coelho, Fabiana Karla, Flávio Osório, Ruy Aguiar e o ator alagoano Régis de Souza, mostraram um Lobo que não era tão mau, mas na verdade era um gourmet. A platéia se deliciava e o trabalho teve boa repercussão na imprensa local. |
Edivane Bactista e Ruy Aguiar em Chapeuzinho Vermelho (Foto de Jorge Clésio). |
A produção foi simples mais tinha o requinte e a ludicidade dos trabalhos desenvolvidos por Uziel Lima. O espetáculo contou com a total entrega dos atores que tiveram acompanhamento para o canto e dança.
Chapeuzinho Vermelho foi exibido entre os anos de 1997 até 2002. Portanto, diversos atores passaram pelo elenco. Dentre eles: Alexandre Sampaio, Ana Maria Sobral, Auricéia Fraga, Cybele Teles, Fábio Monteiro, Flavio Renovatto, Geysa Barlavento, Hilda Torres, Rafanele Batista, Raimundo Bento e René Ribeiro.
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Em 1998, a Métron Produções estreou a Revolução na América do Sul. O texto de Augusto Boal foi dirigido por Manoel Constantino. Em cena: Aldo Furtunato, Auricéia Fraga, Beth Salles, Edivane Bactista, Fábio Monteiro, Fabiana Coelho, Hilda Torres, Ivan Júnior, Madalena Severina, Rômulo Filho e Ruy Aguiar. |
Revolução na América do Sul (1998 - 1999 - Foto de Gustavo Túlio) |
A intenção foi conquistar o público adulto por meio do riso reflexivo. O grupo não teve a intenção de experimentar o método de Boal, mas levar a cena um texto que fizesse o povo refletir e estimulasse as pessoas a sair de suas casas para ir ao teatro local.
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