Consultoria de Ações Culturais
por Fábio André
A Consultoria de Ações Culturais Ltda. surgiu a partir da necessidade de uma proposta nova dentro do processo do fazer teatral, que atendesse às expectativas dos envolvidos, da comunidade e das cidades circunvizinhas. Apostar numa linguagem teatral plugada a outras linguagens, como: mamulengo (cultura popular), cinema, vídeo e educação. Essas metas estavam no início do discurso, da fala, daqueles que queriam empreender essa maneira nova de se organizar, pensando de dentro (de Limoeiro) para fora (raio de cidades vizinhas). Um outro foco que mirava o discurso logo no início era o de superar o ócio do bordão de cidade do interior. E isso facilmente conseguimos suplantar com o intercâmbio cultural, quando criamos o espaço denominado de Galpão das Artes. A tradição cultural do momento imperava: a música, que passou a ter o teatro como linguagem aliada na forma. A Consultoria de Ações Culturais, enquanto pessoa jurídica surge em 1999, no mês de agosto.
Assim, atores e educadores passam a ser responsáveis por um capítulo novo na cena limoeirense, seguindo assim a lista: Antônia Alves Calumby (arte-educadora na zona rural), Fábio André de Andrade Silva (encenador, professor de filosofia e arte), Efrem Albuquerque de Aragão Júnior (estudante universitário), Edna Maria Alves (bibliotecária), Ana Paula Cavalcanti (funcionária pública), Jadenilson Gomes (encenador, ator, arte-educador), Charlon Cabral (encenador, ator, arte-educador), Nathália Albuquerque (atriz, estudante universitária), Tarcísio Queiroz (ator e técnico em sonoplastia), César Queiroz (técnico em iluminação) e José Roberto de Araújo Santos (maquinista ).
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A primeira montagem trazia a vontade e o prazer do teatro feito ao ar livre. Com título bastante significativo de O Grão, inspirada em texto do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e com direção de Fábio André. Apresentada na área livre da Escola Cônego Fernando Passos. Em seguida, veio Basta!, espetáculo baseado no texto O estranho lixo, também de autoria de Herbert de Souza, com temática voltada para o universo do lixão e de seus catadores, com direção de Fábio André. Logo após, veio O caso do novilho furtado, de Ariano Suassuna, também com direção de Fábio André. |
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Montou-se em paralelo o primeiro infantil, O macaco malandro, de Tatiana Belinky, marcando a estréia de Jadenilson Gomes como encenador. E em 2007, a Consultoria foge do ritmo das comédias e começa uma fase nova, com mergulhos mais profundos e densos na dramaturgia de João Dennys, com a obra Deus danado, que sinaliza o bom começo da estréia de Charlon Cabral como encenador.
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Galpão das Artes - Sede do grupo |
Na nossa mira a necessidade de manter espetáculos e o nosso espaço, o Galpão das Artes. Era, e ainda é, preciso honrar compromissos financeiros, como encargos sociais, folha de pagamento, aluguel, água, luz e telefone. Por isso, as viagens e temporadas passaram a ser algo comum ao nosso cotidiano, uma vez que abriam leques diversos de oportunidades. No Recife, ficamos um mês e meio, aos sábados e domingos, em cartaz no Teatro Joaquim Cardozo. Uma experiência fantástica com o espetáculo A inconveniência de ter coragem. Vale ressaltar que em 2003, recebemos a visita ilustre de Ariano Suassuna ao Galpão das Artes, quando o dramaturgo recebeu o título de Cidadão Limoeirense.
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A inconveniência de ter coragem - Espetáculo fez temporada no Teatro Joaquim Cardozo. |
Durante a temporada no Teatro Joaquim Cardozo, surgiu a proposta de ida a Portugal, através da Universidade de Coimbra. E fomos à Europa, e a uma das mais antigas universidades do mundo, participar da Semana Cultural de Abraço Lusófono, em 2005. Com o mesmo espetáculo, ganhamos a premiação para circulação pelo Nordeste através da Funarte – Ministério da Cultura, em 2004 (circulamos por Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe). E nos anos de 2004, 2005 e 2006 participamos do Circuito Pernambucano de Artes Cênicas. Outra experiência inesquecível, percorrer o interior de Pernambuco. Em 2006, fomos selecionados com A inconveniência de ter coragem e participamos do IX Festival Nacional de Teatro do Rio de Janeiro, com premiação em melhor espetáculo adulto do Júri Oficial, melhor ator para Tarcísio Queiroz e melhor figurino para Ruy Arruda.
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