Companhia Fiandeiros de Teatro
por André Fiho e Daniella Travassos

Espetáculo Vozes do Recife

A Companhia Fiandeiros de Teatro Iniciou seus trabalhos em 2003, tendo como objetivo principal o aprofundamento do estudo do trabalho do ator através da musicalidade contida na voz, nas sugestões textuais, na interpretação, permitindo o diálogo entre as linguagens teatral e musical na apresentação da cena. Neste sentido o ator se coloca como um instrumento e busca a sua afinação dentro da grande orquestra que é o espetáculo a partir da sua sinfonia interior e da compreensão dos seus diversos recursos vocais, por exemplo. Composta por atores que além da formação teatral, também possuem formação e desenvolvem trabalhos no campo da Arte-Educação, das Artes Plásticas, da Música, da Dança e da Gestão Cultural, a Companhia Fiandeiros vem desenvolvendo um repertório de espetáculos calcado na pesquisa tanto da Dramaturgia, quanto da estética a ser aplicada e do seu trabalho de interpretação.

Em seu primeiro estudo, a Companhia dedicou-se à linguagem do teatro voltado para o público infantil e adolescente. A necessidade de aprofundar debates sobre a dramaturgia, a encenação e a interpretação voltadas para esse público, fez com que a Companhia Fiandeiros investigasse e analisasse cerca de 30 textos escritos para  a infância e Juventude de autores como Syilvia Orthof, Vladimir Capella, Maria Clara Machado, entre outros. Como fruto dessa pesquisa surgiu o texto, ainda inédito, Outra vez, era uma vez...., escrito por André Filho, que em 2004 obteve o 2º lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia- Região NE, na categoria Teatro para infância e juventude.

Em 2004 o grupo se dedica à montagem do espetáculo Vozes do Recife - um concerto poético. A pesquisa teve como norte a obra de cinco poetas pernambucanos, Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho. Sempre buscando mesclar música e interpretação, buscando ainda envolver as experiências dos componentes do Grupo com a literatura e as artes plásticas. Foram sete meses de estudos e ensaios, nos quais foram feitas pesquisas iconográficas da cidade de Recife, textos sobre a história da cidade e ainda aulas de canto e análise da linguagem poética e sua interpretação.

 

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